quinta-feira, setembro 24, 2026

"Barrio Triste": Filmin estreia em exclusivo o grande vencedor do Indielisboa

Vencedor do grande prémio no IndieLisboa e produzido por Harmony Korine, o filme capta a angústia existencial de um grupo de jovens que rouba uma câmara para documentar as suas vidas

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Depois de conquistar o Grande Prémio do IndieLisboa, Barrio Triste chega à Filmin em exclusivo. A primeira longa-metragem de Stillz, fenómeno dos videoclipes que tem vindo a reinventar o género nos últimos anos, estreia na plataforma a 8 de outubro e apresenta um olhar singular, cru e inquietante sobre a juventude marginalizada da Medellín dos anos 80.


Produzido por Harmony Korine, realizador de Spring Breakers: Viagem de Finalistas, o filme acompanha um grupo de jovens dos subúrbios de Medellín que rouba uma câmara de uma televisão local e decide utilizá-la para documentar as suas próprias vidas. O que começa como uma viagem pela cidade transforma-se progressivamente numa experiência cada vez mais estranha, marcada pelo isolamento, pela violência e por um inesperado encontro paranormal.


Barrio Triste é uma obra sobre uma juventude sem grandes perspetivas, que encontra na câmara uma forma de olhar para o mundo. Entre caminhadas intermináveis pelas ruas de Medellín, o assalto a um banco e acontecimentos que desafiam a lógica, Stillz constrói um retrato fragmentado e visceral de um grupo de jovens à procura de um lugar no mundo.


Barrio Triste utiliza a câmara como uma extensão do olhar das próprias personagens, dando-lhes controlo sobre a forma como são representadas. Através desta linguagem próxima do documentário e do found footage, Stillz cria uma experiência cinematográfica imersiva, onde realidade e ficção se confundem progressivamente.


O OLHAR DE STILLZ


Conhecido pelo seu trabalho na realização de videoclipes, Stillz construiu nos últimos anos uma identidade visual marcada por uma abordagem experimental e pela capacidade de transformar o universo dos artistas com quem trabalha. Com Barrio Triste, estreia-se na longa-metragem levando essa linguagem para o cinema. O resultado é um filme visualmente ousado, que se afasta das convenções narrativas para mergulhar no quotidiano de personagens marginalizadas.


Em vez de explicar a realidade em que vivem, Stillz opta por acompanhá-las, deixando que sejam os seus gestos, os seus silêncios e as imagens que captam a revelar a angústia e o isolamento que atravessam as suas vidas.


A longa-metragem conta ainda com a produção de Harmony Korine, uma das figuras mais reconhecidas do cinema independente norte-americano. A colaboração entre Korine e Stillz cria um cinema que privilegia personagens marginais, narrativas pouco convencionais e uma estética livre das fronteiras tradicionais entre cinema, cultura urbana e música.


O resultado é um filme que combina o realismo de um retrato social com uma dimensão progressivamente surreal e perturbadora.

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Filmin


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