Ambre Ciel estreia- se em Portugal a 11 de abril na Casa da Cultura em Setúbal.
Num concerto exclusivo no nosso país, a compositora canadiana Ambre Ciel vem apresentar-nos o seu álbum de estreia "still, there is the sea” editado no passado mês de junho pela Gondwana Records.
Ambre Ciel é uma compositora, violinista, pianista e cantora de Montreal, Canadá, que cria uma música pop onírica, expansiva e espaçosa, influenciada por artistas contemporâneos com influência clássica, como Agnes Obel, Patrick Watson, Sufjan Stevens e Thom Yorke. Também se inspira no mundo impressionista de Debussy e nos minimalistas americanos Philip Glass e Steve Reich, além de mencionar a "música que respira" de artistas como Gyða Valtýsdóttir, JFDR ou o trabalho colaborativo de Jónsi e Alex Somers.
Basta indicares o NIF da d'Orfeu AC - 503724874 - ao preencheres a tua declaração de IRS.
De 1 de abril a 30 de junho, prazo para a entrega da declaração de IRS, através do Portal das Finanças, podes selecionar a entidade a consignar 1% do teu IRS, sem qualquer custo para ti.
Tipo de entidade a apoiar. Neste caso: "instituições culturais com estatuto de utilidade pública";
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Esta medida é gratuita para os contribuintes e, além de se poder tornar num relevante mecanismo de apoio financeiro para as entidades que dela venham a beneficiar, pretende estimular o envolvimento e a proximidade dos cidadãos com a Cultura e com os seus intérpretes. A d’Orfeu é uma Instituição sem fins lucrativos de Utilidade Pública e com estatuto de Interesse Cultural.
Com este gesto, a d’Orfeu pode criar mais e melhor cultura para todos. Obrigado!
Cerimónia de entrega do Prémio Mário Mesquita 2026 atribuído a Maria Flor Pedroso, dia 7 de Abril, pelas 17h30 no Auditório Maestro Frederico de Freitas, Av. Duque de Loulé 31, em Lisboa.
Um prémio SPA.
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Entrada por convite mediante os lugares disponíveis.
No Jardim d'Amália ouvimos Fado, Canções Tradicionais e Marchas Populares
Recordamos Amália Rodrigues, todas as terças, quintas e sábados, no jardim secreto da sua casa
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A magia e a emoção do Fado no jardim da casa onde Amália viveu mais de 40 anos.
O nosso jardim secreto na Rua de São Bento, recebe concertos únicos de voz, guitarra portuguesa e viola de Fado, num ambiente intimista e exclusivo. Nesta experiência, são recordados os temas popularizados por Amália Rodrigues, desde Fado, Canções Tradicionais e Marchas Populares.
Os concertos acústicos podem ainda ser antecedidos por uma visita guiada à Casa-Museu (não incluído no bilhete do concerto, sendo necessário reservar com antecedência através do email casamuseu@amaliarodrigues.pt ou do telefone 21 397 18 96).
Aberta ao público como Casa-Museu por vontade expressa de Amália, conhecer este património é revisitar a história de Portugal, através da sua maior voz.
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O elenco da Fundação Amália Rodrigues é composto na voz por Célia Leiria, na Guitarra Portuguesa, Pedro Amendoeira, e Flávio Cardoso, na viola de Fado.
Conheça a arte do Fado na sua essência e deixe-se encantar pela paixão e pela magia das nossas vozes e das nossas guitarras.
Juntos estaremos também a eternizar e a homenagear uma das figuras mais marcantes do século XX.
Porque tudo isto existe, tudo isto é Fado
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(Fotografia - Rodrigo Simas)
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Fundação Amália Rodrigues
📣 Bilhetes para o Fado têm um valor de 20€ (terças e quintas-feiras) e de 25€ (sábados), e estão à venda nos locais habituais, na Fundação Amália Rodrigues e online, através da Ticketline e Blueticket.
Para mais informações contactar: 21 397 18 96 ou jardimdaamalia@gmail.com
"A Biblioteca da Nazaré vem, por este meio, associar-se à divulgação da 29.ª edição do Festival de Jazz de Valado dos Frades, uma iniciativa de reconhecida projeção internacional no panorama do jazz, que em 2026 assinala o centenário de nascimento de duas figuras maiores da história do género, Miles Davis e John Coltrane.
A programação do festival decorre ao longo dos meses de abril, maio e junho, contribuindo de forma significativa para a dinamização cultural do território. A programação completa pode ser consultada através da seguinte ligação:
👉 https://www.jazzvalado.net/jv/
No âmbito da valorização da memória e identidade desta iniciativa, a Biblioteca da Nazaré informa que dispõe de 9 exemplares — últimos disponíveis — da obra “Uma história de jazz em Valado dos Frades”, da autoria de Mário Galego, com edição da B.I.R. – Biblioteca de Instrução e Recreio.
A referida obra encontra-se disponível pelo valor de 5€, com possibilidade de envio por correio (acrescem portes).
Os exemplares encontram-se disponíveis até esgotar.
Dando seguimento aos álbuns “Sangue Bom” e “Livros”, o músico e compositor, João Afonso, edita a 27 de março “Todo Tempo”, um novo trabalho discográfico no qual aborda temas universais que lhe são muito queridos, tais como a liberdade, o amor, a saudade ou a inquietação.
Podemos afirmar que João Afonso apresenta agora a sua obra mais sensível e madura até à data, criando um universo musical particular e verdadeiramente único. “Todo Tempo” resultou de uma colaboração com António Pinto, responsável pela produção e arranjos, e engloba um conjunto de canções originais, com letras do próprio João Afonso e outras, inspiradas em textos de poetas consagrados, como é o caso de António Gedeão, Jorge de Sena, José Craveirinha ou Al Berto.
Na voz de João Afonso transparecem as raízes da música portuguesa, harmonizada com a memória afetiva das suas origens moçambicanas: canções como “Matope”, “Manga Verde” ou “Sonhei-te” evocam esse regresso, enquanto que as baladas “Pernoitas em Mim” ou “Independência” captam, com elegância, a essência da Portugalidade. Outros temas, como “Folhas de Outono” ou “Chuta pra Canto” revelam uma perspectiva distinta, com um olhar mais pessoal e crítico sobre o mundo atual.
O single de apresentação foi “Tempo de Poesia”, talvez o tema que melhor capta a essência deste novo álbum. Nascido a partir de um poema profundo e belo de António Gedeão, revela uma perfeita harmonia entre a poesia e a musicalidade de João Afonso e António Pinto. A interpretação conta com a admirável voz de Sofia David e a participação especial de Tomás Pimentel, no Flugel e também nos arranjos.
O álbum “Todo Tempo” reúne alguns dos mais importantes músicos da cena musical portuguesa, como Joaquim Teles (percussão), o já referido Tomás Pimentel, José Moz Carrapa e Miguel Fevereiro (guitarras), ou Paulo Ferreira (baixo) que, através das suas abordagens muito pessoais, aportaram uma notável variedade de timbres e cores a este novo trabalho. Destacam-se, ainda, as participaçaões especiais do CouraVoce (Coro Feminino de Paredes de Coura), da voz sempre cúmplice de Toninho Afonso, da flauta de Rão Kyao e da guitarra portuguesa de Marta Pereira da Costa.
O segundo single retirado deste novo registo intitula-se "Matope" e é um dos temas que capta uma ideia que nunca deixou de estar presente para o autor: a saudade. A letra, ou poema, é um burburinho de imagens, de sonoridades, de odores e cores e reflete sobre o “silêncio dos anos”, em que João Afonso guardava uma amarga ausência de Moçambique, terra das suas origens.
O tema conta também com as participações de Tomás Pimentel, Tomás Marques e Ruben Luz, nos sopros, de António Pinto e Miguel Fevereiro, nas guitarras e com a alma rítmica da percussão/ bateria de Joaquim (Quiné) Teles. Pode afirmar-se que "Matope" é um regresso diferente de João Afonso ao seu Moçambique.
“Todo Tempo” é pois um trabalho inventivo e diverso, onde a beleza da palavra se encontra com a sofisticação sonora, marcando uma nova etapa na carreira de João Afonso, numa celebração da música portuguesa feita com alma, reflexão e arte.
No próximo dia 31 de março, pelas 18h30, showcase de apresentação, no espaço atmosfera m, do Montepio Associação Mutualista, na Rua Castilho n.º 5, em Lisboa.
A 13.ª edição do Westway – LAB, LIVE, MEETING realiza-se de 8 a 11 de abril, em Guimarães, com 23 concertos, residências artísticas, keynotes, conferências, pitch sessions, speed meetings, networking e talks.
No terreno do MEETING, esta edição apresenta dois Keynote Speeches, com o apoio da Fundação GDA. Jim Jarmusch (EUA), uma das mais icónicas figuras do cinema independente mundial, e a dupla Rui Vargas e DJ Vibe (PT), duas figuras também icónicas da cultura da música eletrónica em Portugal e a nível internacional, protagonizarão os Keynote Speeches desta edição no Pequeno Auditório do CCVF, com acesso gratuito até ao limite da lotação.
Esta edição estreia outro momento original: CABLEWAY meet the locals, que propicia encontros para convidados nacionais e internacionais conhecerem alguns protagonistas da cena musical local enquanto viajam de teleférico.
Entre os profissionais da indústria da música convidados, encontraremos representantes como Lisa Schoemaker (Eurosonic), Dalse Yoonyoung Kong (Zandari Festa), Keno Mensing (Reeperbahn), bem como Mário Carneiro (GDA), Pedro Barbosa (DGArtes), Miguel Carretas (Audiogest), entre muitos outros.
E estreia também uma formação direcionada a jovens profissionais da música, numa iniciativa lançada pela WHY Portugal e pela Audiogest.
O Centro de Criação de Candoso abre de novo as portas para ativar o LAB, num intercâmbio que promove a liberdade estética e criativa, através das residências artísticas que cruzam artistas portugueses e estrangeiros, juntando, ao longo de uma semana, Never Sol (CZ) com Malva (PT), NFNR (UA) com Sofia Leão (PT), e FENNE (NL) com Tomás & Francisco (PT), para depois apresentarem as suas criações originais no Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor.
MXGPU (PT), PVA (UK), Smag På Dig Selv (DK), DITTER (FR), GANS (UK) são alguns dos nomes que se apresentarão em concerto ao longo dos quatro dias do programa LIVE, a decorrer em diversos espaços da cidade como o Centro Cultural Vila Flor, Teatro Jordão, Igreja de São Francisco, Ramada 1930, o Convívio Associação Cultural (Salão Nobre), e CAAA - Centro para os Assuntos da Arte e da Arquitectura.
O Congresso de Bastidores decorre de 26 a 29 de março, em vários locais da cidade Águeda, e integra quatro workshops, dois showcases OuTonalidades e uma conversa sobre a importância da cultura para o nosso bem-estar. O programa e o formulário de inscrição para os workshops estão disponíveis em dorfeu.pt/congresso.
Maria Caetano Vilalobos (poesia e declamação), Miguel Carretas e Beatriz Sequeira (direitos de autor e distribuição digital), Beatriz Batarda (teatro e interpretação) e Vasco Mota (urban sketching) são os nomes que vão orientar os quatro workshops do Congresso de Bastidores 2026. Com a duração de seis horas cada, as sessões de formação decorrem entre o Salão de Chá e Café-concerto do Parque da Alta Vila. Últimas vagas disponíveis em dorfeu.pt/congresso .
O evento conta também com uma Conversa de Bastidores, de entrada livre, marcada para sábado, 28 de março, das 17h45 às 19h30, no Salão de Chá da Alta Vila, com a presença da cantora Joana Manarte, do estudante de medicina Gonçalo Gomes Pinto, da psicóloga Paula Fong e do programador cultural José Licínio Pimenta. A conversa será moderada por Maria Inês Santos e terá como tema "um espetáculo por dia, nem sabe o bem que lhe fazia".
Espaço também para a música ao vivo, com o mais recente formato de showcases do OuTonalidades: a Toca. Este espaço será palco para apresentação de dois projetos selecionados da Bolsa de Grupos do circuito português de música ao vivo, num formato de curta duração (cerca de 30 minutos), que será filmado e gravado ao vivo, ambos ao fim do dia. Na quinta-feira, 26, Duarte Fernandes apresenta-se no café-concerto do Hotel Conde d'Águeda; no domingo, 29, é a vez do quarteto Adélia no XPT - Alojamento Local (Boutique Apartments). O produto final será, posteriormente, disponibilizado online. A entrada é livre, sujeita à lotação da sala.
O Congresso de Bastidores é um evento organizado pela d'Orfeu AC / Escola de Palco, em coprodução com o Município de Águeda, tendo o apoio oficial da República Portuguesa - Cultura / Direção-Geral das Artes.
O projeto Fontes Sonoras regressa à Aldeia das Fontes, em Leiria, entre 12 e 19 de abril, para a segunda residência artística de 2026. A artista convidada desta edição é Matilde Meireles, artista sonora cuja prática se centra na escuta profunda, na gravação de campo e na exploração das múltiplas camadas sonoras que compõem os lugares.
Ao longo de uma semana de residência, Matilde Meireles irá desenvolver um trabalho de investigação e criação centrado no rio Liz, propondo um percurso sensorial que a artista descreve como uma deriva sonora onde diferentes tempos, escalas e camadas de escuta se entrelaçam.
A proposta passa por observar e amplificar os micro-movimentos sonoros da paisagem, especialmente nas margens do rio. A artista pretende realizar um trabalho detalhado de captação e documentação de sons normalmente inacessíveis ao ouvido humano, utilizando técnicas de gravação especializadas, incluindo hidrofones, que permitem escutar o interior do rio. Estes sons pré-gravados serão posteriormente colocados em diálogo com os sons do próprio rio captados e transmitidos ao vivo, criando uma composição onde a documentação sonora e a abstração convivem com a presença real da paisagem.
A apresentação pública está prevista para 19 de abril pelas 15h30 e o público será convidado a acompanhar esta experiência de escuta expandida, onde gravações detalhadas do território se cruzam com o fluxo vivo do rio, revelando dimensões invisíveis e subtis do ambiente.
Matilde Meireles é uma artista sonora e field recordist cuja prática artística tem sido descrita como algo que “gira como o rolo de um filme invisível”. O seu trabalho combina improvisação, gravação de campo e composição, criando aquilo que chama de “sonic drifts”: percursos de escuta que revelam as relações entre diferentes espectros sonoros, escalas e temporalidades dos espaços que habitamos.
Depois de Matilde Meireles, o Fontes Sonoras encerra 2026 no Outono, entre 25 de outubro e 1 de novembro, com a sua terceira residência artística. Desta vez, com Kathy Hinde, artista e compositora britânica cujo trabalho explora fenómenos naturais, sistemas ecológicos e processos colaborativos entre humanos e não-humanos.
O Fontes Sonoras é uma iniciativa da CCER Mais / Omnichord, com curadoria de Raquel Castro e direção artística de Gui Garrido, dedicada à criação artística em diálogo com o território e a comunidade da Aldeia das Fontes. Através destas residências, o projeto promove práticas de escuta ativa e investigação sonora que procuram revelar novas formas de relação com o ambiente natural e social do lugar.
Wolfball: música, natureza e solidariedade unem-se em Vila Nova de Foz Côa
Evento único de angariação de fundos encerra conferência internacional Act in Synch a 28 de março
No próximo dia 28 de março, o Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa recebe o Wolfball, um evento de angariação de fundos que cruza música, cultura e sustentabilidade numa experiência imersiva e única.
O Wolfball assinala o encerramento do Act in Synch, uma conferência dedicada à música, cinema e sustentabilidade, que decorre nos dias 27 e 28 de Março no Museu do Côa.
Na semana que antecede o evento, Vila Nova de Foz Côa acolhe uma residência artística, que conta com o apoio da Fundação GDA e que reúne músicos portugueses e internacionais. Estes artistas são convidados a colaborar na criação de novas peças musicais inspiradas nos “Sons do Côa” — uma coleção de sons provenientes da natureza, das tradições musicais e da comunidade local, recolhidos e curados ao longo de fevereiro e março por Vasco Ribeiro Casais (OMIRI), reconhecido pelo seu trabalho na preservação da música tradicional.
As receitas do Wolfball revertem a favor da Rewilding Portugal, apoiando iniciativasde proteção e preservação da biodiversidade, com destaque para a conservação do lobo-ibérico, bem como projetos de sensibilização ambiental.
O bilhete inclui jantar e concerto. As inscrições poderão ser feitas para: wolfballmusic@gmail.com
O concerto será de entrada livre para os residentes de Foz Côa, que poderão contribuir através de donativos voluntários.
O Wolfball é organizado pela Scarlet Bloom e Lusitanian Music Publishing, com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa, Altano Douro, Volkswagen Gavis, Mermaids & Albatrosses Digital Distribution e Fundação GDA.
O Agente Secreto tem estreia exclusiva marcada na Filmin para 26 de março, o mais recente filme de Kleber Mendonça Filho e um dos títulos mais falados do ano.
Este thriller político de tom neo-noir mergulha num universo de espionagem, poder e manipulação, oferecendo um retrato tenso e incisivo das engrenagens políticas contemporâneas.
O thriller de Kleber Mendonça Filho, que mergulha nas complexidades do poder, da identidade e da memória, afirma-se como um dos filmes mais marcantes do cinema actual. Em Cannes 2025 conquistou, entre outros, os prémios de Melhor Realização e Melhor Actor, seguido pelo sucesso nos Globos de Ouro e pelas múltiplas nomeações aos Óscares 2026 para Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Actor e Melhor Elenco, onde se encontra a portuguesa Isabél Zuaa.
Brasil, 1977. Marcelo, especialista em tecnologia, está em fuga e chega ao Recife na semana do Carnaval, na esperança de reencontrar o filho. Mas no meio da comunidade vibrante que o recebe, vê-se envolvido numa atmosfera de paranóia e perigo. Construído como um puzzle de intriga e informação, O Agente Secreto mostra como a verdade é escondida e a memória colectiva reconfigurada nos regimes opressivos.
O filme é uma obra que combina o género de espionagem e thriller com um comentário político mordaz sobre o apagamento de identidades e memórias durante a repressão ditatorial. Visualmente deslumbrante, com uma reconstituição de época meticulosa do Recife dos anos 70, o filme é também uma reflexão sobre a memória coletiva, o trauma geracional e a resistência política.
Com estas estreias exclusivas, a Filmin continua a afirmar-se como a plataforma de cinema de qualidade em Portugal, disponibilizando ao público português alguns dos filmes mais relevantes e premiados do cinema contemporâneo mundial.
A banda viseense Bela Noia acaba de lançar “À Guerra, Não Há Paz”, o último single de avanço do novo álbum A Bela Paranoia, que será editado no próximo dia 27 de março.
A canção chega acompanhada por um videoclip que encerra uma curta-metragem construída ao longo dos três singles que antecederam o disco, funcionando como o capítulo final de uma narrativa audiovisual que acompanhou a revelação deste novo trabalho. Filmado em Viseu pela produtora Toca do Lobo, o videoclip conta com realização de Pedro Vieira e Leonardo Outeiro, concluindo uma história visual inspirada nas tensões emocionais e nos universos interiores que atravessam o álbum.
O single “À Guerra, Não Há Paz” utiliza a metáfora da guerra para falar de relações marcadas por distância, palavras não ditas e conflitos emocionais profundos.
Fala daquele momento em que duas pessoas que já estiveram muito próximas passam a viver numa espécie de guerra fria emocional, onde há muito por dizer mas já não se sabe como.”
Pedro Vieira
Este lançamento abre caminho para A Bela Paranoia, o novo disco da Bela Noia, um trabalho que aprofunda o universo lírico e sonoro da banda. O disco aborda as tensões invisíveis que atravessam as relações humanas. Entre proximidade e distância, silêncio e confronto, as canções exploram o território instável onde convivem amor, memória e conflito.
“A Bela Paranoia nasce da tentativa de transformar inquietação em canções. É um disco sobre as pequenas guerras emocionais que atravessam as relações e sobre a dificuldade — às vezes, inevitável — de encontrar paz dentro delas”, afirma o grupo.
Mais do que um conjunto de canções, A Bela Paranoia desenha um universo narrativo onde cada tema revela uma nova face das pequenas guerras interiores que habitam em nós. Entre melancolia, energia e catarse, o disco propõe um retrato sensível da fragilidade das ligações humanas e da necessidade — por vezes, impossível — de encontrar paz no meio do ruído emocional.
O álbum conta com a participação do músico Edgar Valente e inclui também a presença de um quarteto de cordas em alguns temas, com arranjos de Leonardo Outeiro. A introdução destes elementos representou um desafio assumido pela banda e permitiu expandir a sua sonoridade, abrindo novas possibilidades expressivas dentro do universo musical do grupo.
“Este foi o primeiro disco que compusemos verdadeiramente como um coletivo. Levou tempo, mas sentimos que isso permitiu aprofundar as canções e encontrar uma identidade sonora mais clara.”
Pedro Vieira
Misturado por Nuxo Espinheira, com quem a banda já tinha trabalhado no primeiro disco, A Bela Paranoia surge após cerca de dois anos de silêncio editorial. O álbum foi desenvolvido ao longo desse período, num processo de criação demorado que permitiu maturar as ideias e consolidar a nova fase artística da banda.
O disco será apresentado ao vivo pela primeira vez no dia 27 de março, no Carmo’81, em Viseu, numa noite que assinala simultaneamente a estreia do álbum em palco e a sua data oficial de lançamento. O regresso da banda à sua cidade natal marca um momento simbólico para a apresentação deste novo capítulo. A apresentação ao vivo em Lisboa também já está confirmada para dia 10 de Abril no Tokyo Lisboa.
Banda natural do Alentejo que cruza o Cante Alentejano com a pop portuguesa contemporânea, trazendo a tradição vocal coletiva para uma linguagem atual e acessível. Com apenas um single editado, o projeto soma já mais de 780 mil streams no Spotify e 680 mil visualizações no YouTube, afirmando-se como uma das novas vozes da música portuguesa que liga identidade, território e presente.
“Dona De Si” resulta, mais uma vez, da parceria entre o compositor Dinis Mateus em conjunto com Tiago Pinto.
Misturando a tradição do Cante Alentejano com uma produção pop contemporânea, alinhada com a nova vaga portuguesa de bandas como Os Vizinhos, ATOA e Bandidos de Cante. A música retrata o momento em que um rapaz percebe que a rapariga de quem gosta, ao crescer e descobrir o seu valor, vai deixando para trás a inocência de antes.
Single chega a 24 de março e álbum é apresentado ao vivo a 31 de março no Porto
O trio portuense Plano Trifásico estreia-se com "A Morte da Gárgula", um primeiro disco que desmonta hierarquias musicais e confronta tradições, cruzando a disciplina do ensino clássico com a energia crua do punk. O single de avanço, com o mesmo nome, é lançado a 24 de março de 2026, antecipando o concerto de apresentação a 31 de março, às 19h, no Hotelier (Rua Anselmo Braamcamp, 324, Porto) — data em que o álbum ficará também disponível nas plataformas de streaming (com exceção do Spotify).
Com o apoio à edição fonográfica de Intérprete 2024 da Fundação GDA e do Programa de Apoio a Projetos 2023 da Direção-Geral das Artes, "A Morte da Gárgula" materializa o encontro entre três percursos distintos que convergem numa linguagem comum feita de tensão, repetição e confronto. O disco oscila entre a tentativa de conciliação tímbrica entre o baixo elétrico, o eufónio e o saxofone, e a exploração assumida das suas fraturas.
Mais do que um álbum de estreia, "A Morte da Gárgula" é uma declaração de intenções: um processo criativo conturbado que procura derrubar as “gárgulas” do cânone e da tradição musical, assumindo a discórdia como motor composicional.
Formado em 2022, o Plano Trifásico nasce de um encontro improvável entre mundos paralelos. Inês Luzio (eufónio e flugabone) e Sofia Teixeira (saxofones), vindas do universo das bandas filarmónicas e da formação clássica, cruzam-se com Zé Figueiredo (baixo e sintetizador), músico autodidata com um percurso enraizado em projetos ligados à música alternativa. A partir de um primeiro encontro numa pastelaria, onde se partilham referências e linguagens diversas, o trio encontra um território comum na música minimalista, explorando padrões sequenciais, manipulação de timbre e afinação, tanto em regime acústico como eletrónico.
O resultado é uma música que tanto evoca uma marcha de procissão como o krautrock, onde o rigor estrutural convive com a energia bruta, e onde as divergências são não só assumidas, mas ampliadas.
Gravado, misturado e masterizado por Quico Serrano, com fotografia de João Pádua e arte gráfica de Maria Mónica.
Sobre os membros
Sofia Teixeira cresceu entre a obsessão pelo saxofone e a descoberta de outras linguagens. Hoje divide-se entre a produção, a escrita e a performance, mantendo no Plano Trifásico um espaço de experimentação contínua.
Inês Luzio, natural de Arganil, desenvolveu o seu percurso no eufónio entre Portugal e Lucerna, integrando diversos coletivos de música contemporânea e cruzando a prática musical com a investigação artística interdisciplinar, a dança e o teatro.
Zé Figueiredo iniciou-se na música como autodidata e é membro fundador de projetos como Peixe:Avião, Smix Smox Smux e Máquina del Amor. Desenvolve também trabalho a solo, explorando a relação entre conceitos geométricos e ritmo em contexto eletrónico.