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Um hotel isolado. Várias mortes misteriosas. Acompanha esta agente da polícia fora de serviço a descobrir quem é o assassino neste thriller nórdico que presta homenagem a Agatha Christie.
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No próximo dia 16 de março, estreia, em exclusivo, Os Mistérios do Hotel Finse, uma minissérie de quatro episódios criada por Sara Heldt e Erik Skjoldbjærg. Trata-se da adaptação para o ecrã de “1222” (Reservoir Books, 2013), de Anne Holt, descrito pela editora como o thriller norueguês do ano. A história é protagonizada por Ida Engvoll (The Kingdom Exodus), Pål Sverre Hagen (A Lenda de Ragnarok) e Måns Clausen (Rebecka Martinsson).
Durante uma forte tempestade de neve, um comboio que viaja de Estocolmo para Narvik choca contra uma avalanche. Todos os passageiros têm de se refugiar num antigo e isolado hotel nas montanhas próximas. Entre eles encontra-se a perspicaz e taciturna agente da polícia Hanne Wilhelmsen e, quando começam a ocorrer assassinatos misteriosos no hotel, apesar de estar temporariamente suspensa da polícia, Hanne inicia a investigação.
Antes de se tornar escritora, Anne Holt, trabalhou como jornalista e apresentadora de noticiários e, durante dois anos, foi consultora no Departamento de Polícia de Oslo. Isso foi antes de fundar o seu próprio escritório de advogados e de se tornar ministra da Justiça da Noruega. Anos mais tarde, canalizou toda esta experiência para a escrita e deu uma nova volta ao cliché do detetive, criando uma protagonista polícia, mulher e gay, características pouco representadas neste género.
O seu primeiro romance foi Blind Goddess, que deu início à saga protagonizada pela detetive Hanne Wilhelmsen, da qual faz parte 1222, o oitavo volume que inspirou a série. Holt afirmou estar muito satisfeita com a adaptação: apesar de existirem algumas mudanças, o espírito do livro — e, por consequência, da sua vida como jurista e escritora — está presente. Nas palavras do muito conhecido romancista Jo Nesbø, Anne Holt é a madrinha do romance policial norueguês.
Os Mistérios do Hotel Finse insere-se num dos géneros com maior tradição no cinema e na literatura, e que, ainda assim, está atualmente mais em voga do que nunca: o whodunit, cuja grande precursora foi Agatha Christie. A tradução literal seria algo como “quem o fez” ou “quem foi”, e consiste numa série de personagens diferentes encerradas num espaço isolado onde ocorreu um assassínio.
Um whodunit é como uma peça coral. O elenco costuma estar presente no enquadramento e toda a disposição e coreografia baseiam-se muito nisso. Não é algo particularmente original, mas faz parte do género e parte do meu trabalho é tornar esse tipo de "coreografia" interessante, explica o criador e realizador Erik Skjoldbjærg.
A série mantém estas regras clássicas, com jogos de mistério e suspeita, mas integrando também elementos mais psicológicos e sociais.
Atualmente existe um subgénero de mistério muito popular, os cozy crimes: séries ou filmes que transmitem uma sensação de conforto, que não perturbam nem exigem demasiado do espectador, porque já se conhece o género e sabe-se mais ou menos como a história se irá desenvolver, criando assim um espaço de familiaridade. São aquelas produções ideais para ver numa tarde de inverno em casa, com uma manta e Os Mistérios do Hotel Finse é uma dessas histórias.
A série é exclusiva Filmin e estreia dia 16 de março.
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