sexta-feira, setembro 25, 2026

A Cantadeira leva Tecelã Além-Fronteiras


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Álbum de estreia de Joana Negrão chega internacionalmente com

duas faixas extra e dois concertos na Alemanha



Depois de uma receção particularmente expressiva em Portugal — onde foi distinguido como Disco Antena 1 2024, alcançou o 4.º lugar no World Music Charts Europe e o 1.º lugar na lista LIMUR Iberian — Tecelã, o álbum de estreia de A Cantadeira, projeto a solo de Joana Negrão, prepara-se agora para atravessar fronteiras.

O disco será lançado internacionalmente com uma edição que acrescenta duas faixas extra, Responso À Mulher e Corpo Meu, e será apresentado ao vivo na Alemanha em dois momentos: 3 de outubro, em Malzhaus, Plauen, e no Transvocale Festival a 14 de Novembro, também na Alemanha.

Em Tecelã, A Cantadeira parte da matéria viva da tradição oral portuguesa para construir uma linguagem contemporânea, onde a voz assume simultaneamente o papel de memória, instrumento e território de experimentação. Joana Negrão cruza canto, adufe, gaita-de-foles e eletrónica, utilizando a voz em tempo real para criar camadas, ritmos e texturas que transformam o palco num espaço de construção sonora.

O resultado é uma música de raízes portuguesas que não procura reproduzir a tradição, mas re-imaginá-la — entre a memória e o presente, entre o ritual e a experimentação, entre aquilo que herdamos e aquilo que estamos ainda a construir.

“A tradição não é para mim uma coisa parada no tempo. É uma matéria viva, que podemos tocar, transformar e fazer avançar. Tecelã nasce precisamente desse lugar:

da vontade de perceber de onde vimos, mas também de imaginar para onde podemos ir.”

A nova edição internacional de Tecelã inclui duas faixas que ampliam o universo do álbum. Responso À Mulher surge pela primeira vez numa edição discográfica de A Cantadeira depois da participação de Joana Negrão no Festival da Canção, trazendo para o disco uma peça profundamente ligada à dimensão coletiva e ritual da voz feminina.

A segunda faixa extra, Corpo Meu, aponta já para o próximo capítulo do projeto. A canção mergulha no corpo feminino como lugar de memória, cansaço, maternidade, procura e transformação, antecipando o universo conceptual do próximo álbum de A Cantadeira, também intitulado Corpo Meu.

A passagem pela Alemanha representa assim mais do que a apresentação internacional de um disco: é o início de uma nova etapa para A Cantadeira, levando uma criação profundamente enraizada na cultura portuguesa para o diálogo com públicos e contextos internacionais.

Com uma carreira artística iniciada em 1999, Joana Negrão tem vindo a desenvolver um percurso marcado pela criação, interpretação e investigação em torno da música de raízes portuguesas. Foi cantora, compositora e letrista dos Dazkarieh, integrou projetos como Seiva, e desenvolve atualmente A Cantadeira como espaço de criação a solo, onde tradição, voz e experimentação contemporânea se encontram.

Tecelã é uma viagem pela memória e pela voz, mas também uma afirmação de que a tradição pode continuar a criar futuro.

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