No dia 22 de janeiro pelas 19:00, realiza-se na Culturgest, em Lisboa, Por que contamos histórias?, uma conversa com Susana Moreira Marques, Inês Brasão e Inês Lampreia.
O encontro reúne diferentes perspetivas em torno da necessidade humana de contar histórias, sejam ficcionais ou reais, e do papel da narrativa como forma de memória, transmissão e imaginação do mundo.
Todas as conferências são gratuitas e acontecem no Pequeno Auditório da Culturgest (com levantamento de bilhete 15 minutos antes da sessão e sujeito à lotação da sala) ou através de uma inscrição prévia no seguinte Link:
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Num tempo marcado por múltiplas transformações sociais e culturais, Por que contamos histórias? propõe uma reflexão sobre a necessidade humana de criar narrativas, sejam ficcionais, reais ou um cruzamento entre ambas. Partindo de diferentes campos de trabalho, Susana Moreira Marques, escritora de não ficção literária, Inês Brasão, investigadora e historiadora, e Inês Lampreia, escritora e autora de projetos literários e culturais, pensam o ato de contar histórias não apenas como forma de representar o mundo e o seu passado, mas também como modo de o revelar em todas as suas possibilidades.
Contar histórias surge como um gesto que ativa memória, cuidado e persistência, permitindo dar vida à experiência de formas que, por vezes, só a literatura consegue alcançar.
A conversa aborda ainda a dimensão pessoal e política da ficção, entendida como um espaço de resistência e de imaginação partilhada.
PARTICIPANTES
Inês Lampreia
Escritora de ficção e prosa poética. Foi premiada em 2011 pela Casa do Alentejo, com o conto Cinco Dedos de Cortiça. Tem publicado em diferentes editoras tais como Editora Urutau, Edições Pasárgada, Centro Mário Cláudio, Universidade de Uppsala e Kultivera Editions, e em revistas internacionais. Desenvolveu projetos de escrita e leituras com pessoas na situação de sem-abrigo, reclusos da Ala Psiquiátrica Forense do Parque de Saúde de Lisboa, jovens emigrantes e estudantes em situação de exílio. A sua obra literária articula uma visão crítica do humano, insistindo nas fissuras da experiência.Foi jornalista e tem, a par da literatura, desenvolvido um percurso profissional na área da comunicação cultural. É professora assistente convidada na Escola Superior de Dança (IPL), desde 2022, onde leciona a unidade curricular de Comunicação em Artes; Desenvolve formação na área da comunicação cultural e escrita em diferentes estruturas institucionais e independentes, um pouco por todo o país.
Inês Brasão
Inês Brasão é Professora de Sociologia no Politécnico de Leiria desde 1997 e doutorada em Sociologia e Economia Histórica pela NOVA FCSH. Em 1998, foi distinguida com o Prémio Carolina Michaelis de Vasconcelos. Em 2011, obteve o Prémio Maria Lamas pelo estudo da condição servil doméstica em Portugal, o qual deu à estampa o livro “O Tempo das Criadas”. Desde 2020, coordena o Arquivo digital de História do Trabalho Servil Doméstico - Memórias de Servidão - DHLAB-IHC-NOVA FCSH. Entre outros livros, publicou Fêmea, uma história Ilustrada das Mulheres; Dons e Disciplinas do Corpo Feminino e Hotel, os Bastidores. Os seus interesses repartem-se pela história social, história do trabalho e história das mulheres. É investigadora integrada no IHC (Nova FCSH) e colaboradora no CITUR, (IPL).
Susana Moreira Marques
É autora dos livros de não-ficção literária Agora e na hora da nossa morte (traduzido para inglês, francês e espanhol), Quanto tempo tem um dia, Lenços pretos, chapéus de palha e brincos de ouro, Terceiro andar sem elevador e ainda O quarto, um livro para a infância. O seu trabalho tem sido publicado em revistas como Granta, Tin House e Literary Hub, e em meios como Público, Jornal de Negócios e BBC World Service. Foi cronista na Antena 1 e no jornal Mensagem. É coeditora da revista de não-ficção literária Mamute. Escreve também para televisão e cinema. Vive em Lisboa com as duas filhas.
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