domingo, março 24, 2019

"Under my thumb" - Rolling Stones


"Bordeline" - Buckcherry


Entrevista a Patrick Elmer dos Redlizzard

1 — Quem são os Redlizzard?

Os Redlizzard são uma banda que nasceu em Almada em finais de 2007, criada por músicos com um percurso em bandas locais e que encontraram um lugar-comum: a vontade de criar música. Cedo procuramos definir uma sonoridade própria, sem pretensiosismo, aproveitando uma atitude descontraída e positiva, elemento fundamental na banda, e aproveitando também a experiência musical anterior de cada, que é muito diferente! É nessa diferença que assentamos toda a criação e composição dos Redlizzard.

Em 11 anos praticamente fizemos mais de 100 concertos e editamos 1 EP e vamos no 2º  longa duração, sem apoios de ninguém, apenas dos nossos fãs que nos tem acompanhado nos concertos, a compram discos e ouvem-nos em streaming.

Ao longo destes anos os Redlizzard tem tentado crescer, num meio nacional nem sempre aberto a produtos deste género, mas no qual temos vindo a conquistar alguns momentos altos. Tais como a abertura em 2011 do concerto de Bon Jovi no parque da Bela Vista para 56 mil pessoas e como trabalhar com alguns produtores famosos internacionais com Beau Hill e Joe “Slaughter” Foster. Este ano já nos convidaram a estar presentes na abertura do concerto a solo do Marco Mendoza músico de renome mundial. Estas conquistas tem sido fruto de um trabalho duro e de preserverança!

2 — De onde são os Redlizzard?

Originalmente éramos todos de Almada, mas com a entrada recente de dois elementos novos Gerson Santos e Eurico Orvalho, os redlizzard passaram a incluir duas novas regiões Setúbal e Pinhal Novo. Mas continuamos a ser da Margem Sul.

3 — Quanto a produção áudio. São vocês, há outros produtores nos vossos
trabalhos?

Sim, normalmente numa primeira fase os temas são trabalhados pela banda e depois são incluídas algumas pessoas que no ajudam na produção.

No caso do “The Red Album” trabalhamos durante algumas semanas com produtor inglês "Slaughter" Joe Foster, que no seu curriculum tinha a produção de bandas como Jesus and Mary Chain, Primal Scream, ou My Bloody Valentine.

Mais tarde tivemos a possibilidade de perceber o que um produtor americano poderia fazer com o nosso trabalho…  o multiplatinado Beau Hill ( Winger, WARRANT , RATT , EUROPE, KIX , ALICE COOPER ) ouviu o nosso disco e ofereceu–se para trabalhar connosco um single. E em 2016 lançamos esse single ' The Answer '.

Neste álbum incluímos em alguns temas o músico português Nuno Espírito Santo (ex- Braindead, Dias de Raiva, Carlão, Sérgio Godinho) e também o produtor João Martins Sela que trabalha com o Xutos, João Pedro Pais, UHF entre outros…

Já em fase de misturas, o Beau Hill convidou-nos novamente a misturar 2 dos temas com ele. Um dos quais, o lançado agora “Shake It”,  e outro que irão conhecer brevemente…

4 — Qual a vossa Discografia (Maquetes incluídas se tiverem)?

Em 2010 gravamos uma primeira maqueta a qual não chegou a sair, e mais tarde deu origem ao primeiro EP “In Your Face” , que teve uma primeira mistura Rough para o concerto com o Bon Jovi em julho de 2011, mas que só teve o seu lançamento em novembro. Deste trabalho saiu aquele que é talvez o nosso tema mais conhecido “Push It Babe” que está praticamente à 7 (anos) em playlist da 105.4 Cascais FM.

Em 2015 saiu o nosso primeiro LP “The Red Album”, que infelizmente teve pouca promoção devido à saída extemporânea do vocalista.

E neste momento estamos a lançar o novo LP “The Black Album” do qual já sairam os singles “Let It Rock” e “Shake It”. Álbum que irá sair digitalmente a 3 de maio e talvez mais tarde haja uma versão física.

5 — O vosso som tem cheiro de Estados Unidos e Reino Unido. Quais as vossas influências?

Temos muitas e diferentes influências… a grande maioria estrangeiras… como cult, def leppard, ac dc, guns n roses, whitesnake… metallica, iron maiden… deep purple, led zeppelin… beatles, rolling stones …
Por ourto lado cedo procuramos essa sonoridade e quando lançamos o nosso EP de Estreia “In Your Face” que teve uma excelente critica là fora, recebemos algumas indicações de produtores como o Keith Olsen, que nos diziam que musicalmente estávamos lá, mas que ao nível de produção precisávamos mudar algumas coisas… e tem sido nesse sentido que temos tentando ir.

6 — Quem faz as letras e música?

Neste momento toda a banda trabalha nos temas. A princípio existe um maior trabalho de composição meu e do Elvis. Depois ao nível de letras e melodias, apesar de haver um contributo de todos é uma área onde o Elvis e o Gerson estão mais centrados. Depois normalmente sou eu que tenta desenhar a estética e estruturar tudo. E no final é tornar a coisa orgânica onde todos contribuem.

7 — Há algum produtor internacional que gostavam de trabalhar?

Sim todos nós somos diferentes e gostávamos de trabalhar com pessoas diferentes, mas penso que unanimemente o produtor que todos gostaríamos de trabalhar era o Robert "Mutt" Lange.

8 — Projetos para futuro dos Redlizzard?

Neste momento estamos focados em promover ao máximo este novo trabalho que esperamos nos traga muitas datas para conseguirmos financiar o próximo disco… Temos ainda alguns projetos em gaveta que podem surgir brevemente como gravar um disco ao vivo e um acústico.

"Right Next Door" - Robert Cray - Ao vivo


"Six strings down" - Eric Clapton, Robert Cray, Jimmie Vaughan & Robert Randolph


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21/03/2019

21/03/2019



Pedro Mestre com novo album

Depois de "Campaniça do despique", Pedro Mestre edita novo trabalho discográfico "Mercado dos Amores".
Pioneiro no projecto de salvaguarda do cante, fundador e ensaiador de corais alentejanos, Pedro Mestre é um dos principais responsáveis pelo surgimento de novas gerações na música tradicional do Alentejo, levando o cante coral alentejano para escolas, onde desde 2006 ensina a tradição a alunos de 1º ciclo em várias escolas do baixo Alentejo.
Como um dos grandes impulsionadores e embaixadores da música e das tradições do Alentejo, Pedro Mestre, edita o 2º álbum "Mercado dos Amores".
"Mercado dos Amores" assinala 25 anos do percurso musical de Pedro Mestre a cantar o Alentejo e outros cantes do Sul à viola Campaniça.
Neste trabalho, Pedro Mestre recria uma realidade na vida do cante Alentejano e da viola Campaniça, que tiveram como palco as feiras e mercados da região. Lugares de encontro de poetas, trovadores e repentistas, homens do campo. Gente que ia à feira comprar e vender, mas também para se divertir, conviver, para dar e receber novidades, cantadas na roda do despique. Feiras e mercados onde se passeavam amores, num pé de dança ao som da viola Campaniça. Onde se aprendiam modas, que apareciam envoltas num copo de vinho.
"Mercado dos Amores" tenta fazer a ponte para outros palcos, outras realidades de hoje, de outras gerações a dedilhar a viola de arame do Alentejo, e a entoar as polifonias do Sul. Salienta-se deste logo pela escolha do título, uma aproximação à temática do amor, da paixão e da expressão sentimental do bem querer doa amantes, que se evidencia plasmada na singeleza da poesia muito ao estilo popular. Assim, conduzidos pela voz de Pedro Mestre, seguimos num percurso de ida e volta a um romantismo bucólico, acompanhado por sonoridades que muito bem se enleiam nos registos de expressões amorosas que o tempo levou, mas que é bom ficarem nas memórias.
"Mercado dos Amores" é composto por temas inéditos da autoria de Pedro Mestre e temas do cancioneiro tradicional alentejano.
Conta com a participação de vários músicos convidados; Ricardo Ribeiro, Celina da Piedade, FF, Lúcia Moniz, Rancho de Cantadores da aldeia  Nova de São Bento, Grupo Coral do Povo de Reguengos de Monsaraz e etc... Neste "Mercado dos Amores", Pedro Mestre faz uso de todo o saber aprendido ao longo da vida, nas rodas dos cantos de improviso e nos grupos corais, onde buscou inspiração. 
http://www.pedromestre.com.pt/v1/index.php/pt/
"Mercado dos Amores" - CD à venda dia 05 de Abril

sábado, março 23, 2019

Adriana Calcanhoto com novo single

Em ritmo de Bossa Nova, a música traz leveza e ganha força com vídeo dirigido por Murilo Alvesso
A cantora compositora edita "Margem", segundo single do álbum que encerra trilogia sobre o Mar.
Adriana Calcanhotto conta que o processo de produção da música não foi usual, mas que garantiu a intimidade do resultado. "Margem" é uma canção que levou algum tempo a ser construída.
A leveza da música, sua batida, foi pensada a dedo e marca cada frase com a delicadeza da voz de Adriana Calcanhotto.  “Escolhi uma batida clássica de Bossa Nova, com o aro da bateria bem pronunciado, fiz um loop longo desse beat e fiquei anos compondo em cima somente da batida. Nunca peguei o violão ou pensei em qualquer harmonia prévia”, conta Adriana.
O clipe, dirigido por Murilo Alvesso, gera ainda mais força para a mensagem da música com simplicidade, apenas a artista enquadrada em formato de retrato enquanto rapa o cabelo. A iluminação, com sombras no rosto da cantora, traz sensações e emoção ao clipe. "’Margem’ é adeus e prazer em conhecer. No ato imperativo da renovação, Adriana encara o tempo e as rotas traçadas para seguir adiante. No começo do fim dessa viagem em três volumes a caminho do mar seu espelho somos nós. Diante de si, o que possui, sem querer posses, e o que pode, sem querer poderes. Vai-se o que precisa ir e a artista é folha em branco, outra vez", diz Murilo.
A música faz parte do repertório do próximo disco da cantora, com edição para o primeiro semestre deste ano, e é o segundo single já lançado, sucedendo “Ogunté”, divulgado no início de Fevereiro. 

Redlizzard - "Shake it"

 

“Shake It” é o nome do novo single dos Redlizzard. Trata-se do segundo tema
de avanço do novo disco, “The Black Album”, que chega às plataformas
digitais hoje dia 23 de março. Os Redlizzard já nos tinham dado a conhecer o
tema “Let It Rock” em principios de fevereiro.

O single, produzido por João Martins Sela e a banda com co-produção de Nuno
Espirito Santo, tem a mistura e masterização do consagrado produtor Norte
Americano Beau Hill que após ouvir o tema na fase de gravação convidou a
banda mais uma vez, depois de "The Answer" em 2016, para trabalhar mais com
ele.

quinta-feira, março 21, 2019

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17/03/2019



20/03/2019


Disco de estreia dos Devachan

Heavy Metal brasileiro feito em família e cantado em alto e bom Português! Essa é a proposta de “Regeneração”, disco de estreia do Devachan

Stress, Dorsal Atlântica, Centúrias, Harppia, Vírus, Salário Mínimo. Essas são algumas das primeiras bandas de heavy metal do Brasil. Há mais de 35 anos elas iniciaram uma tradição que até hoje é seguida por centenas de outras novas bandas. Entretanto, uma importante característica original do heavy metal brasileiro foi sendo deixada de lado ao longo dos anos: as letras em português.

De uma pequena cidade do interior de São Paulo surgiu a Devachan, uma banda de heavy metal que não só tem como objetivo resgatar essa prática de cantar em alto e bom português, mas de manter a prática em família.

Conceitualmente, a Devachan teve origem 30 anos atrás quando o músico Daniel Dias escreveu suas primeiras letras – na mesma época que o heavy metal dava seus primeiros passos no Brasil com os grupos citados.
O material ficou guardado até 2010 quando seus filhos Gabriel Dias (vocalista) e Leandro Dias (guitarrista) decidiram formar uma banda. A decisão de usar as letras do pai e tê-lo como baixista do grupo parecia óbvia.

O primeiro registro oficial da banda foi o EP "Andarilho" que reuniu seis faixas com as mesmas letras escritas em português por Daniel Dias há mais de 30 anos.
Muito bem recebido por público e crítica, "Andarilho" rendeu consideráveis elogios de muitos jornalistas, que legitimaram a escolha do idioma escolhido pela banda para dialogar sobre questões filosóficas e existenciais.

Empolgados com o resultado obtido em "Andarilho", o Devachan, que além de Daniel e os filhos Gabriel e Leandro ainda conta com o tecladista Michael Veríssimo, lança agora seu disco debute. Intitulado "Regeneração", o trabalho foi financiado pela Lei de Incentivo a Cultura (LINC) de Boituva/SP e inclui dez faixas inéditas: “Domain Principia Inferiorum”, “Regeneração”, “Jogo da Vida”, “Um Sonho?”, “Loucuras, Guerras e Poesias”, “Devachan”, “Olho Por Olho...”, “Caminho do Medo”, “Eis A Questão” e “Punctus Contra Punctum”.

Gravado, mixado e masterizado no estúdio Music House por Felipe Colenci e Rodrigo Ricardo, "Regeneração" representa a culminância criativa do Devachan. As melhores letras já escritas por Daniel primorosamente harmonizam-se aos pesados e intricados riffs de Leandro, às potentes melodias de voz de Gabriel e às matizadas texturas de teclado de Michael, numa coesão substancial que só o heavy metal feito em família poderia proporcionar.
“Tocar heavy metal com meus filhos é algo muito especial em minha vida”, diz o baixista Daniel Dias, de 61 anos de idade. “Sempre gostei muito de escrever como forma de expressar o que sentia, mas nunca esperei que um dia elas seriam transformadas em músicas. Decidimos mantê-las em português para que qualquer pessoa possa entendê-las e sentir seu significado.”

Já para o filho de Daniel e guitarrista, Leandro Dias, “Regeneração” é uma fusão de sentimentos.
“Colocar o projeto “Regeneração” em prática foi como fundir emoções. Primeiro veio o sentimento de nostalgia, pois estávamos gravando músicas que ouvimos nosso pai tocar no violão desde quando éramos crianças. Depois também experimentamos outros sentimentos como raiva, alegria, ansiedade, felicidade...  Acredito que tudo isso culminou e ajudou na sonoridade do álbum, afinal, o disco retrata essencialmente isso: as emoções! Todos os envolvidos se entregaram de corpo e alma para as gravações desse trabalho. O sentimento final é de orgulho, felicidade e de dever cumprido por ter tido a oportunidade de compartilhar tudo isso em família. Pois isso é o que é a Devachan: uma grande família, incluindo todas as pessoas que já passaram pela banda.”
“Regeneração” foi lançado tanto em formato físico como digital. A edição física em Cd está à venda na Die Hard Records: http://twixar.me/x4nK

“Regeneração” está disponível nas principais plataformas digitais:
Spotify: https://spoti.fi/2ThFXN1
Deezer: https://bit.ly/2ThL4gu

quarta-feira, março 20, 2019

Terras sem sombra

 



Evento "Terras sem sombra"

Terras sem Sombra à conquista de Olivença

A mítica cidade raiana é o próximo destino do Terras sem Sombra, no fim-de-semana de 23 e 24 de Março. Conhecer as suas raízes portuguesas, escutar algumas das mais belas suítes para viola da gamba na igreja de Santa María del Castillo e ir ao encontro da biodiversidade da serra de Alor são as coordenadas para dois dias de festival.


Do Passado ao Futuro

Olivença é, hoje, uma cidade que não renunciou à tradição lusa, constituindo um símbolo de convivência e diálogo de culturas. A visita que terá lugar na tarde de sábado, 23, a partir das 16h00, sob a orientação de um profundo conhecedor do concelho, Joaquín Fuentes, da Associação Além-Guadiana, permitirá compreender os pilares da história local, assim como os principais monumentos e outros aspectos marcantes do património concelhio e do quotidiano das suas gentes.


A Lira de Apolo: Suítes para viola da gamba

A igreja de Santa María del Castillo, receberá no mesmo dia, às 20h00, o concerto Uma Viagem Imaginada: Suítes Francesas para Viola da Gamba. Em palco, quatro dos maiores intérpretes de música barroca da actualidade, Sofia Diniz, Holger Faust-Peters, Josep Maria Martí Duran e Fernando Miguel Jalôto. Trata-se da apresentação, em estreia absoluta, do CD La Lyre d’Apollon, dedicado ao primeiro livro de peças para aquele instrumento de Jacques Morel, o célebre compositor do tempo do Rei Sol, e que vai ser lançado pela prestigiada editora alemã Conditura.

Sofia Diniz e os seus convidados apelam a uma digressão pela Paris do século XVIII e a uma descoberta da panóplia de sonoridades da viola da gamba. Ouvir-se-ão andamentos de dança típicos como a Allemande, a Courante, Sarabande e Gigue, Couplets (variações) sobre as folias de Espanha, mas também as muito francesas Pièces de caractère, que ilustram desde os sentimentos mais profundos, como o Plainte (pranto), até pessoas e lugares; escutaremos igualmente uma peça bretã, uma espanhola, uma americana, uma portuguesa e uma italiana. Viajar-se-á, pois, sem sair do lugar.

O concerto em Olivença promete tornar-se um dos acontecimentos marcantes da temporada musical em 2019. Que esta estreia internacional tenha lugar, não em Colónia, onde Sofia Diniz reside e habitualmente trabalha, nem em Madrid ou Lisboa, é um sintoma de que algo tem vindo a mudar no panorama musical, graças a iniciativas, como o Terras sem Sombra, que unem cosmopolitismo e ruralidade, vanguarda e tradição.