sábado, maio 22, 2010

RICARDO RIBEIRO AO VIVO NA FNAC


RICARDO RIBEIRO APRESENTA O ACLAMADO “PORTA DO CORAÇÃO”

AO VIVO NA FNAC



FNAC LEIRIA SHOPPING – 23 DE MAIO * 17H

FNAC CHIADO – 27 DE MAIO * 18H30M

FNAC C.C. COLOMBO – 30 DE MAIO * 17H



Ricardo Ribeiro apresenta “Porta do Coração”, o aclamado disco editado a 19 de Abril último, ao vivo na FNAC. As apresentações irão decorrer nas lojas FNAC do Leiria Shopping, no próximo dia 23 de Maio pelas 17 horas, na FNAC do Chiado, dia 27 de Maio pelas 18h30m, e na FNAC do C.C. Colombo, dia 30 de Maio pelas 17 horas.

Estas serão as primeiras apresentações públicas, ao vivo, após a edição de “Porta do Coração”.







“Porta do Coração” e Ricardo Ribeiro têm recebido rasgados elogios dos mais variados quadrantes. Abaixo pode encontrar algumas citações da imprensa, de colegas de Ricardo Ribeiro e do prestigiado musicólogo Rui Vieira Nery.



Para perceber melhor o que eles escrevem oiça o disco aqui (basta clicar sobre a palavra sublinhada).





A CRÍTICA



“O novo disco de Ricardo Ribeiro chama-se “Porta do Coração” (chega às lojas na segunda-feira), e quando nele entramos já não queremos sair. Com apenas 28 anos, Ribeiro afirma-se como a maior voz masculina do fado surgida depois de Camané, detentor de um estilo que homenageia – e renova – a melhor tradição do género”.

João Miguel Tavares in Time Out Lisboa, 14 de Abril de 2010



“Com Porta do Coração, Ricardo Ribeiro passou a fazer do núcleo dos eleitos, daqueles que vêem o fado por dentro, e que conseguem transformar o impossível em fácil, como Leonel Messi a passar pelo meio da defesa do Arsenal.

(…) este Porta do Coração é um doutoramento em fado assinado antes dos 30 anos de idade.

(…) O certo é que depois de Porta do Coração, o fado masculino encontrou, entre os vivos, a sua Santíssima Trindade geracional: Carlos do Carmo, Camané e, a partir de segunda-feira, Ricardo Ribeiro.”

João Miguel Tavares in Time Out Lisboa, 14 de Abril de 2010. Crítica 5 estrelas em 5.



“O fado escorre-lhe pela cara, em cada esgar malandro, passa no cigarro ou no sorriso vadio.

E, sobretudo, naquela «verdade» de que tanto se fala nos bairros, mas que nele nem vale a pena contar: está toda lá.

O fado é Ricardo Ribeiro e Ricardo Ribeiro é o fado. Alguém o pode negar?”

Manuel Halpern in Visão, 15 de Abril de 2010



“(…) Tudo isto com uma capacidade vocal fora do normal. Aquela que lhe permite ser genuíno em cada tema, interpretar cada fado de forma diversa, ater-se a pormenores para soltar emoções, estados de espírito, fazer acontecer o fado. Tal e qual como se estivesse numa casa de fados a sós com ele próprio e de olhos fechados.”

Alexandra Carita in Expresso, 17 de Abril de 2010. Crítica 4 estrelas em 5.



“Já o tínhamos como um intérprete fora do comum. Ganhou prémios, gravou discos (a estreia, homónima, de 2004) e teve lugar em filmes sobre o fado. Vieram músicos de outras paragens (como Rabih Abou-Khalil) e reconheceram-lhe o mérito e demos por nós à espera do que estaria por vir. Bastava vê-lo com a voz de pé e frente ao público para ter a certeza de que quando chegasse a altura de o termos de novo em disco o momento mereceria atenção obrigatória. «Porta do Coração» está nas lojas segunda-feira para dizer que por vezes as expectativas são correspondidas da melhor forma.

“(…) Ricardo Ribeiro é a grande voz do fado cantado no masculino a revelar-se depois de Camané. E se esta é uma frase que pode despertar a curiosidade sobre a sua arte, muito mais fazem os versos que canta.”

Tiago Pereira in jornal I, 17 de Abril de 2010. Crítica 4 estrelas em 5.



“Este homem cresceu com o fado na sua expressão mais popular. Depois foi ver o mundo e voltou com muito mais na bagagem. Cresceu literalmente até se transformar neste latagão com uma envergadura de ombros quase tão impressionante como o vozeirão de barítono que lhe escapa mal começa a cantar.

(…) Ricardo diz que só pode cantar o que ama e só amar o que entende. E quando ele canta nós entendemos a verdade de cada sílaba e a intenção de cada fonema.”

João Pedro Oliveira in Outlook (Diário Económico), 17 de Abril de 2010



“Aos 28, tem um currículo maior que a idade. O primeiro grande disco chega agora.”

João Pedro Oliveira in Outlook (Diário Económico), 17 de Abril de 2010



“«Porta do Coração», mais do que um disco de fado é um documento musical repleto de pormenores: de entoação, de estilos, de tradição. Basta ver a capa ao jeito de Fernando Maurício para nos apercebermos de imediato do seu conteúdo: uma viagem a um passado luminoso que tem como guia aquela que será porventura a mais bela voz do fado actual no masculino.”

Orlando Leite in jornal I, 19 de Abril de 2010



“Ricardo Ribeiro, aos 28 anos, lança o segundo álbum de originais, mas é já, indiscutivelmente, um dos maiores talentos do fado.”

Bruno Martins in Metro, 20 de Abril de 2010



“Desde o excelente par de fados que abre o disco em perfeita simbiose, “Água louca da Ribeira” e “Barro divino”, até “A porta do coração” (que dá título ao disco) ou “A minha oração”, ambos já de saída (e que saída) o jovem fadista que na pose lembra Marceneiro e na voz guarda a herança do fado das vielas, mostra-se um humilde vencedor. Não há excessos ou truques de exibicionismo nestes 15 fados (que vão do Menor ao Corrido, do Esmeraldinha ao Bacalhau, do Vadio ao Vianinha), antes uma voz que afaga as palavras e as sussurra ou grita quando é isso que elas pedem, sem trair a sua expressão original.”

Nuno Pacheco in Ípsilon, Público, 23 de Abril de 2010. Crítica 4 estrelas em 5.



OS COLEGAS



“O fado não se explica, sente-se.
Para mim é assim a voz de Ricardo Ribeiro, quando canta, tudo se transforma!
Descrever por palavras é difícil, muito difícil.
Há uma forma de sentir, que só Ricardo sabe como cantar, única.
Sinto-me privilegiada cada vez que ouço, há algo de muito antigo mas ao mesmo tempo muito novo, muito próprio.
Espero que todos percebam a pérola que aqui se encontra, nesta voz doce e amargurada, numa voz feita de saudade e sem tempo.
Ouvir Ricardo Ribeiro, não se explica,
Como vos disse,
Sente-se!”

MARIZA



“Quando dizemos a alguém, És o maior! Não pensamos duas vezes, nem quer dizer que não admiremos outros colegas que são determinantes no Fado.

Para mim o Ricardo é o Fadista mais arrebatador que conheço. É ele que me faz levantar da cadeira, é ele que me conquista o silêncio, é ele que me faz gritar.

Pensam que exagero? Experimentem e vão ver o que vos acontece.

Ricardo, és o maior!”

JOÃO GIL



“O Ricardo Ribeiro é um dos cantores (músico) mais talentosos e inteligentes com quem tenho o privilégio de trabalhar. Sinto além disso uma enorme sensação de irmandade e comunhão quando tocamos juntos. Irmandade essa que além de rara, é extremamente compensador e encorajador”.
PEDRO JÓIA

“Working with Ricardo is an exhilarating experience. A musician; so instinctive and natural, so deeply rooted in his culture that at all times he manages to transcend it. A singer so unusual; he never attempts to stand alone, but connects with the musicians, never missing a beat, inspiring them and letting them equally inspire him.
Ricardo Ribeiro is not a singer. Or, to be more precise, not only a singer. There is a very important element of expression in Arabic music called “Tarab”. A term not easily translatable, it describes the feeling of being emotionally moved by music. Perhaps the closest to it would be the Portuguese expression of “Saudade”. A singer who can make his listeners feel “Tarab” is a “Mutrib”. Ricardo is not a singer, he is a mutrib. Ricardo Ribeiro is not just a cantor, he is a saudador... “
RABIH ABOUH KHALIL



"Não é fadista quem quer"!
Ao contrário do que muita gente possa pensar ninguém opta por ser fadista, pela simples razão de que quem faz essa "opção" é o FADO!
O FADO é que ESCOLHE! O FADO é que ELEGE aqueles que serão a sua face.
RICARDO RIBEIRO não teve opção. O FADO TRAÇOU-LHE O DESTINO.”
RODRIGO







O MUSICÓLOGO



“UM FADO DE CONTRADIÇÕES



O Fado de Ricardo Ribeiro é feito de contradições. Daquelas boas contradições que num artista menor seriam fatais porque se revelariam desconexas ou incoerentes, mas que num grande intérprete representam antes um equilíbrio complexo e delicado de múltiplas dinâmicas que se vão entrecruzando para tecerem uma teia fina e encantatória de sentidos e afectos. Daquelas contradições que desafiam sempre as leituras simplistas, os clichês de rotina, os rótulos fáceis.

O Fado de Ricardo Ribeiro é um Fado inteligente, de alguém que reflectiu maduramente naquilo que está a cantar, que meditou sobre a forma das melodias e dos textos, que identificou os pontos expressivos essenciais, os apoios rítmicos da acentuação, as palavras que têm de ser encadeadas num único fôlego e aquelas que têm de ser emolduradas pelo silêncio, os momentos de explosão emocional e os de interioridade discreta. Mas é ao mesmo tempo um Fado instintivo, apaixonado, em que essa reflexão prévia serve apenas para canalizar um fogo interior que irrompe como uma labareda aparentemente descontrolada mas que vem arder, sem com isso perder a sua intensidade, ao longo de um percurso sempre lucidamente dominado.

O Fado de Ricardo Ribeiro é um Fado antigo, com uma linhagem assumida com orgulho nos grandes mestres do passado – Marceneiro e Maurício, em particular –, mas que sabe aprender com eles da forma mais lúcida e mais respeitosa, que é a de nunca os tentar imitar mas de antes compreender a verdadeira essência do que foi a sua grandeza e reproduzir hoje o que foi o seu percurso de constante descoberta. Por isso, é um Fado sempre novo, em que a revisitação do repertório clássico se faz a cada momento com novos olhares, novas perplexidades, novas interrogações, novas respostas, novos riscos.

O Fado de Ricardo Ribeiro é um Fado popular, cheio de raízes nas memórias da “gente miúda” de Lisboa de que já falava Fernão Lopes, com ressonâncias mouras, negras e ciganas a pairarem sobre preces de marinheiros e pregões de varinas. Mas é também um Fado nobre, austero, solene, trágico, que marca inequivocamente a presença de um grande Artista e de um grande Senhor.”



RUI VIEIRA NERY

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